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TCE-RJ Cobra Conclusão de Investigação sobre Rombo no Rioprevidência

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O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) decidiu não conceder um novo prazo à Controladoria-Geral do Estado (CGE-RJ) para finalizar as investigações sobre um rombo bilionário no Rioprevidência. Essa decisão foi tomada pelo conselheiro José Gomes Graciosa, que considerou que a CGE já havia recebido uma prorrogação anterior, de 120 dias, que se esgotou em maio deste ano.

Investigação em Foco

A apuração gira em torno de perdas significativas, incluindo a aplicação de quase R$ 1 bilhão em ações do Banco Master, que posteriormente foi liquidado pelo Banco Central. A CGE deve entregar um relatório final que quantifique os prejuízos e indique os responsáveis por essas irregularidades até o dia 2 de setembro, conforme estipulado pelo TCE-RJ.

Desdobramentos das Investigações

Os problemas no Rioprevidência vieram à tona após recomendações do TCE-RJ para afastar toda a diretoria executiva e o comitê de investimentos da autarquia. Em janeiro de 2026, o então diretor-presidente, Deivis Marcon Antunes, foi alvo de mandados de busca e apreensão por parte da Polícia Federal, levando à sua exoneração. Em fevereiro, Antunes foi preso preventivamente durante a Operação Barco de Papel, sob acusações de gestão temerária e tentativa de obstrução da Justiça.

Irregularidades Identificadas

As investigações revelaram práticas que colocaram em risco o fundo de previdência dos servidores estaduais. Entre as irregularidades, destacam-se as compras de Notas do Tesouro Nacional (NTN-B) por valores superiores ao mercado, sem justificativas adequadas, e a falta de transparência em relatórios e atas de decisões do conselho, além de aplicações feitas sem a devida aprovação do Plano Anual de Investimentos.

Consequências e Próximos Passos

Com a negativa do TCE-RJ ao pedido de prorrogação, a CGE tem a responsabilidade de concluir a Tomada de Contas Especial e entregar o relatório final dentro do prazo estipulado. Os dados levantados sobre as perdas financeiras poderão servir de base para ações de ressarcimento aos cofres públicos e para fortalecer processos judiciais e criminais em curso contra ex-gestores do Rioprevidência.

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