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Mansão de Ivo Pitanguy na Gávea é colocada à venda por R$ 3,5 milhões

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A mansão que foi lar do renomado cirurgião plástico Ivo Pitanguy, até sua morte em 2016, está disponível para venda por R$ 3,5 milhões. Localizada na Rua Emile Zola, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro, a propriedade surge no mercado um mês após a venda da ilha em Angra dos Reis que pertencia ao médico, avaliada em R$ 550 milhões.

Um ícone da cirurgia plástica

Ivo Pitanguy é reconhecido mundialmente como um dos principais nomes da cirurgia plástica, tendo contribuído significativamente para a consolidação do Brasil como uma referência na especialidade. Ele fundou sua clínica em 1963, em Botafogo, onde formou e influenciou gerações de cirurgiões até 2014. O casarão que abrigava sua clínica foi vendido e se tornou parte de um empreendimento residencial.

Legado e contribuições

Além de sua atuação como médico, Pitanguy também foi professor e escritor, membro da Academia Nacional de Medicina e da Academia Brasileira de Letras. Seu falecimento em 2016, aos 93 anos, deixou um legado imenso na medicina e na formação de novos profissionais.

Características da mansão

Projetada pelo arquiteto Sérgio Bernardes, a mansão ocupa um terreno de 6.400 m², com 1.503 m² de área construída. O projeto foi concebido para integrar a residência com a natureza, aproveitando a localização privilegiada entre a Mata Atlântica e áreas externas. A casa possui seis quartos, sendo três suítes, com a suíte principal equipada com walk-in closet e mezanino.

Ambientes e lazer

Os espaços da casa incluem um salão dividido em quatro ambientes, lareira, varanda, escritório, sala de TV e adega. No exterior, a propriedade se destaca com uma piscina aquecida com cascata, sauna e uma quadra de tênis com cerca de 500 m². A garagem coberta comporta até oito veículos.

A importância de Sérgio Bernardes

Sérgio Bernardes, o arquiteto responsável pelo projeto da mansão, é uma figura importante na história da arquitetura brasileira, especialmente na segunda geração do modernismo. Ele é conhecido por suas experimentações com estruturas metálicas e pela valorização da interação entre as construções e o meio ambiente. Entre suas obras notáveis estão o Pavilhão de São Cristóvão e os antigos postos de salvamento nas praias cariocas.

A venda da mansão representa não apenas uma transação imobiliária, mas também a continuidade do legado de Ivo Pitanguy e a valorização de um espaço que carrega histórias e memórias de um dos maiores nomes da medicina brasileira.

Nasci e cresci ouvindo histórias de gente que raramente aparece e foi daí que veio o nome. Comunicadora sergipana, trabalho na intersecção entre imagem pública, cultura e direitos.

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Moraes propõe denúncia contra Rodrigo Bacellar por vazamento de operação policial

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Na última sexta-feira (14), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou seu voto a favor do recebimento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Bacellar é acusado de obstruir uma investigação que visava o ex-deputado estadual TH Joias e outros indivíduos vinculados ao Comando Vermelho.

Contexto da Denúncia

O caso em questão envolve a Operação Zargun, desencadeada em setembro de 2025, com o intuito de combater atividades criminosas relacionadas a organizações armadas. De acordo com a PGR, Bacellar teria tido acesso a informações sigilosas sobre a operação, as quais foram posteriormente repassadas a TH Joias, o principal alvo da investigação. Essa ação teria possibilitado que Bacellar removesse objetos de sua residência antes da chegada da polícia, comprometendo a eficácia da operação.

Próximos Passos no Julgamento

O voto de Moraes, embora significativo, é apenas uma parte do processo, que ainda aguarda os pareceres dos outros três ministros da Primeira Turma do STF: Cármen Lúcia, Flávio Dino e Cristiano Zanin. A análise está sendo realizada em um plenário virtual, com previsão de conclusão até a próxima quinta-feira (21).

Outros Envolvidos na Denúncia

Além de Bacellar, o voto de Moraes também sugere que outras figuras, como Macário Ramos Júdice Neto e Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, sejam incluídas como réus no processo. Ambos são acusados de colaborar na obstrução da investigação, além de Macário enfrentar uma acusação adicional de violação de sigilo funcional.

Implicações Legais e Sociais

As acusações que recaem sobre Bacellar e os outros envolvidos levantam questões sérias sobre a integridade das instituições públicas e a necessidade de um combate eficaz ao crime organizado. Este caso não apenas reflete as complexidades da política brasileira, mas também a luta contínua contra a corrupção e a impunidade.

Conclusão

O desenrolar deste caso poderá ter grandes repercussões, não apenas para os envolvidos, mas também para a percepção pública sobre a transparência e a moralidade dentro das esferas de poder. A sociedade brasileira observa atentamente, pois a forma como o STF lida com essa situação pode definir precedentes importantes para futuras investigações e processos judiciais relacionados ao crime organizado.

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Exonerações em massa na Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Rio

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Na última sexta-feira (14), a Casa Civil do estado do Rio de Janeiro surpreendeu ao anunciar a exoneração simultânea de 46 servidores vinculados à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio, Serviços, Ciência, Tecnologia e Inovação. Este movimento, que abrange tanto altos cargos de direção quanto funções operacionais, levanta questões sobre a gestão e a transparência do governo.

Impacto das exonerações no setor público

Das 46 exonerações, 31 pertenciam a cargos de Direção e Assessoria Superior (DAS), que incluem funções estratégicas como assessores, chefes e coordenadores. Os demais 15 servidores ocupavam cargos de Direção e Assessoria Intermediária (DAI), responsáveis por atividades de apoio e operação da secretaria. A abrangência das exonerações sugere uma reestruturação significativa, mas também gera incertezas sobre a continuidade de projetos em andamento.

Falta de transparência nas exonerações

Um aspecto que se destaca neste cenário é a opacidade do processo de exoneração. O sistema de consulta pública do estado está com acesso restrito, o que impede que a sociedade tenha informações sobre os motivos por trás dessas demissões em massa. A falta de clareza em relação às justificativas e à gestão de recursos humanos pode alimentar desconfiança entre a população e os servidores públicos.

Consequências para a gestão pública

As exonerações em larga escala não apenas impactam a dinâmica interna da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, mas também podem afetar a implementação de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento econômico do estado. A continuidade de programas e iniciativas pode estar em risco, o que pode resultar em prejuízos para a economia local e para a população que depende desses serviços.

O que vem a seguir?

O futuro da secretaria e de suas políticas dependerá da gestão que suceder as exonerações. A nova administração terá o desafio de reestruturar a equipe e assegurar que as atividades essenciais não sejam prejudicadas. Além disso, é fundamental que a transparência seja uma prioridade para restaurar a confiança da população e promover um diálogo aberto sobre as decisões administrativas.

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Refit: Refinaria em Nova Operação da PF Enfrenta Dívidas Bilionárias

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A Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, foi novamente alvo da Polícia Federal nesta sexta-feira, 14 de outubro, durante a segunda fase da Operação Sem Refino. A ação incluiu a execução de 16 mandados de busca e apreensão, abrangendo endereços associados ao ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e ao ex-secretário de Ambiente, Bernardo Rossi.

Investigação e Irregularidades

Esta não é a primeira vez que a Refit se vê envolvida em investigações. Desde o ano passado, a refinaria enfrenta uma série de apurações relacionadas a irregularidades operacionais e fiscais. O empresário Ricardo Magro, que lidera o grupo responsável pela refinaria, é considerado um dos maiores devedores de impostos do Brasil e está foragido da justiça.

Histórico da Refinaria

Inaugurada na década de 1950, a Refit passou por diversas gestões até ser adquirida pelo Grupo Andrade Magro em 2008. Desde então, a empresa acumulou dívidas que somam R$ 26 bilhões em tributos federais, o que a posiciona como a maior devedora do país. Em 2025, a Agência Nacional do Petróleo interditou as atividades da refinaria por irregularidades na declaração de impostos.

Conexões com o Crime Organizado

A Refit também foi mencionada em investigações relacionadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das facções criminosas mais conhecidas do Brasil. Em uma operação anterior, a Polícia Federal apontou que a empresa estava envolvida em um esquema de lavagem de dinheiro que beneficiava a organização.

Desdobramentos Judiciais

As investigações repercutiram no Judiciário fluminense, levando ao afastamento do desembargador Guaraci Vianna, acusado de agir com parcialidade em casos relacionados à refinaria. Além disso, a primeira fase da Operação Sem Refino, realizada em maio, resultou na decretação da prisão de Ricardo Magro, que, por estar em Miami, foi considerado foragido.

Dívidas e Consequências Fiscais

A Receita Federal classifica a Refit como um "devedor contumaz", referindo-se a contribuintes que não pagam impostos de maneira sistemática. Com o cadastro suspenso e a inscrição estadual cassada, a refinaria perdeu benefícios fiscais, mas ainda assim continuou operando por meio de empresas relacionadas ao conglomerado.

Ações do Governo

Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça autorizou o governo do Estado do Rio de Janeiro a retomar a cobrança de uma dívida tributária de R$ 14 bilhões da Refit. Essa decisão permite ao Estado cancelar um parcelamento anterior e dar continuidade a mais de 200 execuções fiscais contra a empresa, que não cumpriu acordos estabelecidos após as operações policiais.

As investigações em torno da Refit expõem não apenas a gravidade da situação fiscal da refinaria, mas também levantam questões sobre a governança e a integridade das operações de empresas no setor de combustíveis no Brasil. O desfecho desses casos ainda está por vir, mas certamente terá repercussões significativas no mercado e nas políticas fiscais do país.

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