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Falso médico é preso no Rio ao atender criança com tumor cerebral

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A Justiça do Rio de Janeiro decidiu converter em prisão preventiva o flagrante de Diogo dos Santos Serpa, um impostor que atuava como médico sem nenhum registro ou formação na área. O caso ocorreu em Nova Iguaçu, onde ele realizava atendimentos a uma menina de apenas 10 anos, diagnosticada com um tumor cerebral maligno.

Prisão em flagrante e decisão judicial

Diogo foi detido na última quinta-feira (6 de agosto) durante uma consulta domiciliar. A juíza Andressa Maria Ramos Ramundo, ao analisar o caso, destacou que a manutenção do acusado na prisão é essencial para proteger a sociedade e evitar que ele continue a cometer crimes. A decisão foi tomada durante a audiência de custódia.

O perigo da atuação criminosa

A juíza enfatizou que as ações de Diogo não eram isoladas. Ele vinha realizando consultas, prescrevendo medicamentos e solicitando exames com documentos falsificados, o que representa uma grave ameaça à saúde pública. "A utilização reiterada de identidade e documentos médicos alheios revela a seriedade da conduta e demonstra que sua liberdade oferece risco direto à vida de outras pessoas", afirmou a magistrada.

Histórico de atendimentos

As investigações indicam que Diogo vinha atendendo a criança desde outubro de 2022, realizando pelo menos seis consultas que variavam de R$ 700 a R$ 1 mil por visita. A mãe da menina começou a suspeitar após perceber a falta de cuidados adequados, como a não troca da sonda de alimentação por cinco meses.

Desmantelamento da farsa

A desconfiança da mãe levou-a a pesquisar sobre o nome do médico impresso em um carimbo que Diogo usava. Ao verificar no portal do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), descobriu que a foto associada ao nome pertencia a outro médico. Essa descoberta a levou a acionar a Polícia Civil, resultando na prisão do impostor.

A situação da criança

A menina, acometida por um meduloblastoma grau IV, já passou por dez cirurgias delicadas e permanece em cuidados intensivos. A gravidade de sua condição reforça a necessidade de um acompanhamento médico legítimo e qualificado, evidenciando o impacto que a atuação de falsos profissionais pode ter na vida de pacientes vulneráveis.

Reflexão sobre a saúde pública

Este caso traz à tona a importância de vigilância e fiscalização rigorosas na área da saúde. A atuação de falsos médicos não apenas coloca em risco a vida de pacientes, mas também contribui para a desconfiança no sistema de saúde. A sociedade deve estar atenta e denunciar qualquer indício de atuação irregular, garantindo assim a proteção de todos.

A decisão da Justiça em manter Diogo preso é um passo importante para garantir a segurança das práticas médicas e proteger aqueles que mais precisam de cuidados. A expectativa é que ações semelhantes sejam tomadas para coibir fraudes na área da saúde, promovendo um ambiente mais seguro para os pacientes.

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