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Decisão Judicial Impacta Escolha de Conselheiros no TCE-RJ e Agetransp

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Uma recente decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) interrompe o processo de escolha de novos conselheiros para o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), afetando também a renovação dos quadros da Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes (Agetransp). A liminar, assinada pelo desembargador Fernando Marques de Campos Cabral Filho, proíbe a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) de continuar com o processo, que segue a resolução nº 1.694/2026.

Consequências da Liminar para a Agetransp

A decisão judicial não se restringe apenas ao TCE-RJ; ela também se aplica à Agetransp, pois o rito utilizado para a seleção de conselheiros em ambas as instituições é idêntico. O governador em exercício, Ricardo Couto, já havia enviado à Alerj uma lista com os nomes de quatro indicados para a Agetransp: Soraya Cesarino, procuradora municipal de Niterói; Sérgio Sahione, delegado da Polícia Civil; Fábio Amorim da Rocha, advogado e ex-assistente da Agenersa; e Giane Zimmer, executiva de infraestrutura.

Andamento do Processo antes da Decisão

Antes da liminar, o processo de escolha estava em andamento. O presidente da Alerj, Douglas Ruas, já havia encaminhado as indicações para a Comissão de Normas Internas, e a comissão havia emitido um parecer favorável, exigindo apenas a apresentação das certidões legais pelos candidatos. Com a decisão, o cronograma de sabatinas e votação, que estava previsto para a próxima semana, foi interrompido.

Reações dos Parlamentares

A liminar gerou reações diversas entre os parlamentares da Alerj. Um deputado, que preferiu não ser identificado, comentou que a decisão judicial não altera o compromisso dos deputados, que continuarão a trabalhar para a escolha dos conselheiros nos prazos estabelecidos pelo rito anterior. "Se o objetivo era afetar os deputados, a decisão não teve efeito", afirmou.

Importância da Decisão Judicial

Esse episódio levanta questões importantes sobre a autonomia das instituições públicas e a necessidade de assegurar processos transparentes na escolha de conselheiros. A liminar reflete a tensão existente entre os poderes executivo e legislativo, além de destacar a relevância da fiscalização das contas públicas, especialmente em um contexto onde a confiança do cidadão nas instituições é fundamental.

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